
Blábláblábláblá
Tô de short rosa e blusa cinza. Que droga, o celular não toca. Devia ter saído com os meninos. Esse final de semana tenho que colocar a apostila 1 em dia. Essa é a melhor música da Lily Allen, de longe. Ah não, Alfie é mais legal. Que vontade de tomar açaí. O que será que o Kago tá fazendo. Não foi justo a gente perder a Bicharada. Prefiro que a Carol fique em segundo. Que vontade de ver um filme bom. Acho que amanhã minha mãe vai fazer lasanha. Que sono. Fui melhor na prova de Matemática do que na Português. Preciso terminar de ler "O Caçador de Pipas". Tomara que amanhã chova. Não sei qual ovo de Páscoa eu quero. Minha calculadora é exageradamente rosa. Putz, que formiga grande. Tô gorda. Segunda eu começo a fazer academia, sem falta. Bem que meu pai podia me levar no Village. Amanhã é dia da mentira. Atchim. Preciso fazer xixi. Minha mesinha tá suja. Essa semana eu corto o cabelo. Não tem ninguém interessante no MSN. Como o ano tá passando rápido. Que sede. Droga, o Corinthians empatou de novo. Perdi The OC essa semana. Quero ir pra praia. Será que minha avó vem aqui amanhã. Como a Liv Tyler tá bocuda nessa foto. Minha mãe me deve um sorvete. Tenho tarefa de redação. Preciso depilar. 4 8 15 16 23 42. Terça tá chegando. Como a Dóris tá pesada. Tem um bicho no monitor. Big girls don't cry. Tenho um monte de exercícios de porcentagem pra terminar. São Paulo é tão longe. Pará é mais. Eu não conheço ninguém do Pará. Meu pescoço tá doendo. Derrubei danone na minha blusa. Eba, o celular tocou!
Entre spins, alinestrons e geléias solares
A vida não tá fácil não, meus caros. Aula após aula eu me certifico disso. Parece que finalmente a ficha caiu e setenta pessoas perceberam que, finalmente, o final (ou seria início?) está chegando. Sei lá, complexidade demais pra minha cabecinha.
Se o negócio fosse só ficar estudando, prestar uma prova e passar, nem seria tão complicado assim. Mas o x da questão é mardita da consicência. Nesse momento, por exemplo, estou querendo me matar por estar aqui ao invés de descobrir um pouco mais sobre Henrique Vlll ou resistores. Fazer o quê né, é a pressão do vestibular.
Mas além de todos os pesares, uma coisa boa: a gente finalmente manda na escola! Não somos mais a novidade do primeiro nem o meio termo do segundo. Somos os maiorais, os poderosos, os estraga-prazeres. Somos nós que fazemos as viagens serem adiadas pra não perdermos aulas, somos nós que enchemos o saco dos professores com mais ênfase, somos nós os engraçadinhos irritantes. Hahahahaha (risada maligna).
Só espero que essa minha maioridade escolar me ajude a não surtar até o final do ano.
*Pra quem vem sempre aqui, uma informação extra: voltei sim pra minha antiga escola. E estou mais do que satisfeita.
**Como tá tudo muito corrido, meu tempo de postar ficou diminuto, mas sempre que der eu visito vocês, juro juro.
***Não entendeu o título? Era esse o intuito mesmo (a não ser que a Aline e o Coxa leiam isso)
E seja o que eu quiser
Eu tenho um deus próprio, só meu mesmo (com uso de pronome possessivo e tudo mais). Sigo uma religião própria, sendo uma mistura de muitas e nenhuma em particular, onde vivo dentro das minhas convicções, rezo do meu jeito e padeço pelos meus pecados. Tudo meu, meu e meu.
Não vejo isso como uma qualidade, muito menos como um defeito. Crença por crença, essa é a minha. A meu ver, cada um se associa a imagem de deus que mais lhe pareça coerente, independente de paralelos. Acho mais do que normal uma pessoa acreditar no cientificamente impossível, nem que isso signifique a adoração plena de um messias, um local sagrado ou um bode. Se somos todos tão diferentes, qual o sentido de acreditarmos na mesma coisa? Vejo as religiões populares como um encontro de várias pessoas com idéias em comum, que mesmo acreditando em diferentes pontos sempre chegam a um consenso.
Meu deus é um cara simples, gente boa mesmo. Com defeitos sim, mas consegue adimiti-los e se redimir (o que talvez seja a nossa maior diferença). Não o vejo como o criador de tudo, mas como a base de nossos conceitos, nosso puro fundamento. Essencial? Definitivamente, mas com jeitinho de criança, que chega sem querer nada e, no fim, nos dá tudo. É nisso que baseio minha fé, levando minha vida muito bem, do jeito que eu quero e posso.
Estampado na cara
A camiseta da mãe tem cheiro de carinho. A do pai, seriedade e trabalho. A roupa do irmão lembra bagunça generalizada, a das amigas vem com cumplicidade enquanto a do namorado traz aquele cheirinho de amor 24 horas por dia. Camiseta não é só roupa, um pedaço de pano que nos diferencia dos nudistas. Camiseta é segunda pele, coisa que gruda e mostra muito mais do que a gente quer (as decotadas que o digam).
Com a teoria do "você é o que você veste", as etiquetas são assim distribuídas. Acredita-se que julgar uma pessoa pela maneira de se vestir é o jeito mais exato de classificá-la, e, assim, chegar a uma conclusão sobre sua personalidade. Gótico veste preto, paty veste rosa, nerd usa xadrez e emo usa listrado. Tudo isso faz sentido até você ir a uma festa e encontrar metade das meninas de vestido preto e boyzinho usando camisa pólo rosa. Chega em casa e sua mãe está limpando a casa usando uma blusa xadrez e, quando você sai às compras, acha aquela camiseta da sua marca favorita na liquidação. Detalhe: ela tem uma estampa listrada em preto-e-branco.
Camiseta muda conforme a gente muda. É aquele lance de exterior mudar com o interior, de mostrar pro mundo seu estado de espírito naquele dia. Seja ela baby look, extra grande, com decote nadador ou toda bordada, ela vai sempre servir como uma ponte, deixando estampado na nossa cara o que a gente realmente é naquele momento.

Monica, 17 anos bem vividos, acaba de se tornar uma vestibulanda (das mais neuróticas). Tem uma gata gordinha, amigos de longa data e um casamento planejado desde os cinco anos de idade. Mais? Orkut
Alfie - Lily Allen
Crazy - Gnarls Barkley
Runaway Love - Ludacris feat. Mary J. Blige
That Day - Natalie Imbruglia
Listen - Beyonce