
Batendo as panelas e levando corujas à Atenas
Oh tristes e contínuas discussões. Eu me junto a Carrie Bradshaw no momento e me pergunto: "quando se trata de relacionamentos, por que nós brigamos?". Sou do time das pessoas que preferem deixar certos detalhes passarem em branco a causar uma discussão inútil, principalmente quando o outro lado é extremamente querido. Mas isso não significa que eu engulo sapo à toa, não. Quando o detalhe não é tão detalhe assim eu bato o pé no chão, falo bastante e desligo o telefone na cara. E como o orgulho é grande e a cabeça é pequena, não ligo de volta (só quando depois de muito pensamento e banho frio percebo que estou errada).
E é nesse ponto que eu procuro o sentido disso. Motivos por motivos, nenhum deles é maior do que o sentimento por trás de uma relação, já que, se fossem, a relação em pauta seria inexistente e obsoleta (já disse, o orgulho é maior). Onde está a razão de se brigar por um telefonema a menos, uma camisa a mais ou quem paga a conta, sendo que, no final de tudo, sorrisinhos bobos e beijos sobram? Se for pra viver em pé-de-guerra, não se relacione. E se você gostar disso, procure um psicólogo pois você tem tendências autodestrutivas.
Sinceramente não entendo casais briguentos. Falar que o amor aumenta e as brigas apimentam tudo é incoerente quando se pensa no tormento e na dor de cabeça que uma briga oferece. Dias incomunicáveis, ações confusas combinadas com gritos e ofensas esdrúxulas nunca favoreceram nada. Por essas e outras sou a favor das discussões sadias, onde não se levam corujas à Atenas e panelas continuam intactas.
Pela liberdade dos órgãos sexuais
Se você acha que sua vida é ruim e que a única explicação para o seu azar maluco é ter pregado chiclete na cruz em uma vida passada, acalme-se e agradeça por não ser um ógão sexual, pois eles sim têm motivo pra reclamar.
Os pobres coitados nunca podem ter uma opinião própria, e quando conseguem se manifestar ainda precisam contar com a boa vontade de uma pessoa que nem sempre está disposta a aceitar a vontade de seu companheiro. Você, mulher, coloque-se no lugar de sua vagina. Em tantos e tantos casos dia vai, dia vem, sua única função é servir de caminho pra um óvulo idiota querendo ser gente. Só isso, sem mais divertimentos. É um egoísmo puro, sem um pingo de cooperação ou altruísmo. Triste, muito triste.
Sem contar que ninguém nesse mundo é mais enganado do que um pênis. Vira e mexe (literalmente) ele acredita que está se dando bem, fazendo seu trabalho direitinho e com aproveitamento 100% quando, na verdade, ele está servindo de divertimento pra um cara entediado querendo se sentir um pouquinho mais realizado às custas do suor do seu amigo lá de baixo. Exemplo claro de exploração e escravidão óbvia.
É por essas e outras que lanço aqui uma campanha. Cientistas descobrem como fazer clonagem, robôs que expressam emoções e um tipo de milho misturado com soja, laranja e chocolate. Por que então eles não descobrem um meio de dar vida própria aos órgãos sexuais? Um jeito para que eles possam sair e se divertir sem conseqüências não dependendo de terceiros. Creio eu que é algo bem possível de se conseguir e deixaria todo mundo mais satisfeito.
Brincadeira - Luís Fernando Veríssimo
Começou como uma brincadeira. Telefonou para um conhecido e disse:
- Eu sei de tudo.
Depois de um silêncio, o outro disse:
- Como é que você soube?
- Não interessa. Sei de tudo.
- Me faz um favor. Não espalha.
- Vou pensar.
- Por amor de Deus.
- Está bem. Mas olhe lá, hein?
Descobriu que tinha poder sobre as pessoas.
- Sei de tudo.
- Co-como?
- Sei de tudo.
- Tudo o quê?
- Você sabe.
- Mas é impossível. Como é que você descobriu?
A reação das pessoas variava. Algumas perguntavam em seguida:
- Alguém mais sabe?
Outras se tornavam agressivas:
- Está bem, você sabe. E daí?
- Daí, nada. Só queria que você soubesse que eu sei.
- Se você contar pra alguém, eu...
- Depende de você.
- De mim, como?
- Se você andar na linha eu não conto.
- Certo.
Uma vez, parecia ter encontrado um inocente.
- Eu sei de tudo.
- Tudo o quê?
- Você sabe.
- Não sei. O que é que você sabe?
- Não se faça de inocente.
- Mas eu realmente não sei.
- Vem com essa.
- Você não sabe de nada.
- Ah, quer dizer que existe alguma coisa para saber, mas eu é que não sei o que é?
- Não existe nada.
- Olha que eu vou espalhar...
- Pode espalhar que é mentira.
- Como é que você sabe o que eu vou espalhar?
- Qualquer coisa que você espalhar será mentira.
- Está bem. Vou espalhar.
Mas dali a pouco veio um telefonema.
- Escute, estive pensando melhor. Não espalha nada sobre aquilo.
- Aquilo o quê?
- Você sabe.
Passou a ser temido e respeitado. Volta e meia alguém se aproximava dele e sussurava:
- Você contou para alguém?
- Ainda não.
- Puxa. Obrigado.
Com o tempo, ganhou uma reputação. Era de confiança. Um dia foi procurado por um amigo com uma oferta de emprego. O salário era enorme.
- Porque eu? - quis saber.
- A posição é de muita responsabilidade - disse o amigo. - Recomendei você.
- Por quê?
- Pela sua discrição.
Subiu na vida. Dele se dizia que sabia tudo sobre todos mas nunca abria a boca pra falar de ninguém. Além de bem-informado, um gentleman. Até que recebeu um telefonema. Uma voz misteriosa que disse:
- Sei de tudo.
- Co-como?
- Sei de tudo.
- Tudo o quê?
- Você sabe.
Resolveu desaparecer. Mudou-se de cidade. Os amigos estranharam o seu desaparecimento repentino. Investigaram. O que ele estaria tramando? Finalmente foi descoberto numa praia remota. Os vizinhos contam que numa noite vieram muitos carros e cercaram a casa. Várias pessoas entraram na casa. Ouviram-se gritos. Os vizinhos contam que a voz que mais se ouvia era a dele, gritando:
- Era brincadeira!Era brincadeira!
Foi descoberto de manhã, assassinado. O crime nunca foi desvendado. Mas as pessoas que o conheciam não têm dúvidas sobre o motivo. Sabia demais.
Eu não quero mais sonhar
Simples assim. Sabe aquela criancinha chata que fala 'não quero, não quero, não quero'? No momento essa criancinha sou eu. Cansei de acordar no meio da noite e passar o resto do tempo reservado ao meu descanso pensando em histórias que meu inconsciente maluco criou.
Meus sonhos sempre foram meio absurdos, mas nada que passava de uma amiga grávida ou escadas mágicas que eu descia correndo (quando, na verdade, eu caía da cama). Há cerca de um mês as coisas começaram a ficar estranhas, quando sonhei com meu casamento. O noivo era um gordinho desconhecido e eu usava o horrendo vestido de noiva da minha mãe (era igualzinho, inclusive com as mangas gigantescas). Detalhe: eu estava casando, ainda namorava e mesmo assim estava feliz (?). Bom, passado o sonho, nem liguei mais pra isso.
Aí começam os sonhos perversos. Desde semana passada não teve um que prestasse, sem brincadeira. Um dia foi a morte do Johnny Depp e da Christina Aguilera, duma vez só, com direito a gente de luto e choradeira. Acordei com aquela sensação de e-agora-o-que-é-que-eu-faço e um medo danado. No outro dia eu sonho com zumbis. Mas não, não eram zumbis comuns (se é que existe uma categora assim). Eram dois tipos: o comedor de gente e o comedor de carros. Nesse o negócio foi bem Hollywood mesmo, com direito a perseguição e passadinha no supermercado pra pegar mantimentos. Meu, eu não quero que um zumbi nojento coma o carro novo da minha mãe. Ela nem pagou a primeira prestação ainda...
Resumindo: sonhos assim, eu tô passando. Não quero mais. Portanto se alguém aí souber uma fórmula milagrosa que me faça voltar a sonhar coisas fúteis e inofensivas, eu agradeço.
Meu Windows Media Replayer
Não adianta, eu não sou nada alternativa quando o assunto é música. Sai ano, entra ano, a minha listinha de músicas preferidas vai ser sempre a mesma. Minha mente não é aberta e eu não tenho a mínima vontade de ouvir coisa nova. Já estou satisfeita com o que já conheço tão bem, sei de cor e salteado e canto no chuveiro. Em 2006 eu devo ter conhecido um bom número de bandas/cantores novos, mas que me chamaram a atenção foram poucos. E hoje eu ainda percebi que, no meio da mesmice da minha biblioteca, existe um Top 10 de hinos particulares que nunca serão trocados. São essas músicas que sempre tocam, não importa o momento, o dia, estado civil ou clima. Segue abaixo minhas tão queridas músicas (não necessariamente em ordem; seria crueldade classificá-las).
Cryin - Aerosmith: Não tem como se autotitular fã de Aerosmith sem gostar de Cryin. Não tem como ouvi-lá sem lembrar da Alicia Silverstone. Não tem como deixar de gritar junto com o Steven Tyler. Não tem como não babar pelo bocão dele. Não tem como esquecer de Crazy, sua fiel companheira. Simplesmente não tem como.
Walk Away - Franz Ferdinand: I love the sound of you walking away, you walking away. A preferida pra cantar no chuveiro, a preferida entre todas dos ferdinandos.
Keep On Singin My Song - Christina Aguilera: Sim, eu sou aquela fã chata que teima em dizer que ela é a melhor cantora da atualidade. E sim, eu fico brava quando falam mal dela. Mas tirando esses detalhes, não tem como se sentir mal ouvindo essa música. É a escolhida nos momentos de fossa e é totalmente indicada àqueles que precisam de um empurrãozinho na auto estima.
Show Me How To Live - Audioslave: Ai, o Chris Cornell. Por ele eu..eu..Ah, sei lá o que eu faria. Só sei que ver ele de regatinha branca dirigindo no deserto faz meus instintos mais naturais (e pecaminosos) se empolgarem. (Desculpa Kago, mas não teve como me conter. É como seu fogo pela Angelina Jolie..)
Where The Streets Have No Name - U2: Pronto Gô, uma pra você. Depois de te conhecer e ouvir U2 todo santo dia no carro, viciei ainda mais. Sem contar que essa tem um motivo particular pra estar aqui (desistam, eu não vou contar).
Hey Jude - The Beatles: Aquele que disser que gosta de música e não gosta de Beatles é incoerente. É humanamente impossível não gostar dos besourinhos e seus cabelinhos de tigela. Hey Jude é especial, é bonita, é Beatles. Só queria saber o motivo de eu lembrar do Jude Law toda vez que a ouço...
You Only Live Once - The Strokes: Oh ho. Essencialmente, é isso. Julian Casablancas mata qualquer alma feminina cantando isso. Mesmo que poucos gostem, e mesmo que ele seja casado, essa não poderia ficar de fora. A música que eu mais ouço dessa lista, talvez pelo fato de ser o toque do meu celular.
Bohemian Rapsody - Queen: Profunda, chocante, trabalhada, clássica. Não tem como definir Bohemian Rapsody, muito menos Queen. Uhm, já sei: Eles são a principal razão por eu lamentar ter pedido as décadas de 70/80. Pronto assim todos ficam felizes e eu mato meu pai de orgulho.
Smile - Lily Allen: Lembra quando eu disse que no ano passado gostei de pouquíssimas coisas? Lily Allen foi uma delas. Ela sim é divertida e sabe cantar. E Smile é aquela música que, depois de você ouvir uma vez, não esquece o refrão nunca mais. Vale a pena ouvir, principalmente quando se está armando uma vingancinha contra aquele filho da p*ta que é seu ex.
The Right Man - Christina Aguilera: Já falei que sou uma fã chata né? Então, como tal, não poderia escolher uma só. A melhor do CD novo na minha opinião, é forte e lindamente linda. Pra quem não gosta de Aguilera, pode te fazer mudar de opinião (já vi isso acontecendo com esses olhos que a terra há de comer, juro juro). A letra, a voz, a orquestra ao fundo. Tudo influencia, não adianta.
Well, quem sabe agora num futuro próximo eu empolgue e escreva sobre meus prazeres musicais culposos ou sobre o que nunca, nunquinha entraria na minha playlist. Quem sabe, quem sabe...
Teoria dos Jogos
Minha mais nova descoberta: a Teoria dos Jogos. Foi criada em meados dos anos 40 por John Von Neumann e atualizada por John Nash (é, esse mesmo, o do filme). Consiste basicamente em encontrar estratégias racionais para situações em que você não depende apenas de si mesmo, e sim de outros. Esses outros possivelmente vão ter estratégias diferentes das suas e um objetivo em comum. A teoria tem várias ramificações, e essas podem ser aplicadas em aspectos da convivência em sociedade e até mesmo em jogos, por puro entretenimento.
Pense em um almoço com cerca de 30 pessoas, onde o combinado foi rachar a conta. Você não tem muito dinheiro, portanto pede um hambúrguer. Já seu amigo pede camarão. Sabendo que no final você pagará apenas 3% da conta, decide pedir outra coisa. Acontece que todos tiveram o mesmo pensamento que você e por isso pediram as coisas mais caras. Por esse pensamento o grupo acaba pagando mais do que se tivesse pedido a conta individualmente. Situações desse tipo são conhecidas como tragédia dos comuns, onde a decisão racional de cada indivíduo levou a um resultado irracional para o grupo. Jogos com exploração de recursos coletivos quase sempre conduzem à tragédia dos comuns, o que só pode ser evitado introduzindo regras para que os participantes sejam recompensados por agir de forma altruísta. Quer dizer, o altruísmo é "comprado" dos indivíduos que compõem o grupo.
Outro exemplo são os jogos de soma zero. Nesse caso, a vitória de um implica necessariamente na derrota do outro. Assim as estratégias devem ser baseadas no blefe, nas pequenas táticas de trapaça, na desconfiança e na traição entre os jogadores. Percebe-se então que a dissimulação é um recurso racional em jogos de soma zero. Partidas de pôquer foram essenciais para a criação dessa teoria, e foi aí que Von Neumann se inspirou.
A parte que mais me chamou atenção nisso tudo foi o dilema do prisioneiro. Imagine que dois homens (A e B) cometeram um crime. Sem provas, a polícia precisa de um depoimento de um dos dois para prendê-los, e se isso não acontecer, os dois são soltos. Pensando nisso, foi feita uma proposta aos dois: a denúncia do parceiro o levaria à prisão perpétua, enquanto o delator ganharia a liberdade e um prêmio em dinheiro. Assim, fica o enigma aos dois homens: se os dois se acusarem mutuamente, os dois são condenados. Se nenhum dos dois falasse nada, seriam postos em liberdades. Nisso A, acreditando que B estaria pensando a mesma coisa, decide delatar, pois sabe que se B se calar, ganharia a liberdade. Por seu lado, B acredita na mesma coisa, e assim os dois são condenados devido à combinação entre traição e fria lógica.
Uma outra característica presente na Teoria dos Jogos, é o TFT - Tit For Tat (traduzida para "Olho por Olho"). Nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial a tática do "viva e deixe viver" foi um claro exemplo do TFT. Exércitos inimigos, postos frente a frente, tinham a ordem de nunca atirarem primeiro. Ficava posto então que ninguém atiraria se o outro também não o fizesse. Nascia assim um tipo de cooperação entre ambos. O TFT só deve ser usado quando existe uma grande possibilidade de que, num futuro, os participantes se reencontrarão. Essa possibilidade é conhecida entre os especialistas como "sombra do futuro". Se essa "sombra" não existir, o mais racional é a traição.
A Teoria dos Jogos é relacionada principalmente à Matemática, mas também pode ser encontrada em livros sobre Economia, Administração e Jornalismo. Sem contar que pode ser aplicada em praticamente todos aspectos da vida em sociedade.
Eu encontrei tudo isso nesse tópico. O cara relacionou tudo aos acontecimentos de Lost, aos relacionamentos dos personagens e tal. Se analisar bem faz um puta sentido.
Pra quem quiser saber mais (sim, eu quis e saí caçando tudo quanto é coisa sobre isso):
Wikipédia - Teoria dos Jogos
Comunidade - Teoria dos Jogos
Um brinde à nossa cultura
Mania de alguns, necessidade de outros, o ato de criticar os gostos das pessoas é algo embutido em todos nós. Sai sem querer, sai por querer, sai sem pensar...o que importa é que aquele comentário desnecessário e grosseiro sai. A desculpa usada nesse caso sempre vem encabeçada por um "só estou dando minha opinião" ou algo do tipo, e o fato é que ela raramente convence e pode causar danos psicológicos aos mais sensíveis (e fanáticos).
O conceito de cultura é extremamente oscilante. O que ontem era considerado útil, belo e culturalmente admirável, já não é assim visto hoje, e devido à essa contínua mudança, as opiniões deveriam ser revistas e os gosto refeitos. Certo? Não. Opinião é particular, e gosto é imutável (com suas exceções), assim aceitá-los em seus diferentes conceitos deve ser tido como prioridade com o intuito de um convívio social civilizado e respeitoso.
Meus gostos não são iguais aos seus, que não são iguais aos do seu irmão, que por sua vez gosta de metal e sua tia de MPB. Do mesmo jeito meu peso, altura, cor, idade, voz e olhos são diferentes dos seus, que são diferentes dos do seu irmão e que diferem dos da sua tia. Qual seria a graça de tudo igual? De um mundo comum e concreto? Discussões sobre filmes, músicas e livros seriam inexistentes, e a variedade seria descartável. Seríamos uma raça ariana (culturalmente falando), e todos nós sabemos que isso não dá certo, não importa em que sentido.
Divergências são essenciais, e com elas vem o respeito e a aceitação. Chamar fulando de ignorante e sem cultura é relativo, pois pra ele você se encaixa perfeitamente nessa descrição. É impossível determinar o que se encaixa no molde da cultura ou ó que é bom ou não, já que isso muda. Fiquemos então com nossos gostos, com nossas vontades e com nossa própria concepção, pois afinal de contas, cabe apenas a nós mesmos chegar a uma conclusão do que vale a pena ou não.

Monica, 17 anos bem vividos, acaba de se tornar uma vestibulanda (das mais neuróticas). Tem uma gata gordinha, amigos de longa data e um casamento planejado desde os cinco anos de idade. Mais? Orkut
God Is A DJ - Pink
Heroes - The Wallflowers
American Life _ Madonna
Do You Want To - Franz Ferdinand
Candyman - Christina Aguilera