
Um ano com novidades velhas
É, chegou a hora das resoluções. Velhas conhecidas de todo mundo, elas aparecem no final de ano só pra nos deixar empolgados com a chegada de um ano novo. Junto com elas vem a crença de que o ano vai ser melhor, que tudo que a gente ainda não conseguiu vai ser alcançado e blábláblá. Bom, vamos manter o pé no chão e só desejar coisas possíveis né, porra!
Eu por exemplo quero só o básico. Em primeiro lugar, passar na USP no final do ano. Coisa básica, qualquer um consegue. Depois disso, quero tirar carta e ganhar um carro (de preferência um Eco Sport), porque aí sim eu vou poder saíh prah kauzá c/ as minhas miguxas =~
Também tenho planos para o decorrer do ano. Quero que o Kago passe na Casper Líbero mas não se mude pra São Paulo. Ao meu ver ele pode muito bem viajar 400 km por dia pra estudar (ida e volta = 800. É, acho que dá sim). Outra coisa que eu provavelmente conseguirei no ano que vem será desvendar o segredo de Lost, e quando isso acontecer eu vou poder vender o segredo por milhões de dólares, ficarei rica e poderei conquistar o mundo. Uahahahaha.
Espero que o McDonalds finalmente abra uma franquia aqui, porque é triste viver sem Big Mac, viu. Já que eu tô mudando de escola, tomara que ninguém me odeie por lá (ou que pelo menos disfarcem isso) e que eu consiga parar de conversar um pouco quando não posso. Desejo que o Bush perceba que de governo ele não entende nada e passe a presidência pra Madonna. E que o Lula entre na onda de desistências e deixe meu pai assumir o governo, porque assim eu seria rica (ainda mais do que eu já vou ser por ter vendido a fórmula secreta de Lost).
Na lista de objetivos importantes ainda constam alguns itens, incluindo emagrecer uns quilinhos (o que vai ser difícil se tiver um McDonalds por aqui), tomar vergonha na cara e começar a fazer academia, ir ao show do Aerosmith, ver o Johnny Depp de Freddy Mercury e começar a fazer francês.
Resumindo, nesse ano eu só vou atrás de coisas possíveis mesmo.
And so this is Christmas...
Ah, como eu adoro o Natal. Todo mundo se sente mais feliz e solidário, sorri por tudo e o espírito do bondoso velhinho de barba branca reina. Luzes piscantes, árvores enfeitadas e promoções de final de ano por todos os lados. E em cada esquina um velhinho aposentado usando uma roupa vermelha com uma barriga postiça distribuindo balinhas. Falar que Papai Noel não existe é úma infâmia. Tudo bem que nem sempre ele é obeso e tem mais de 400 anos, mas não tem como negar que ele é real (ou quase).
Quando vai chegando o final do ano, você para e pensa "o que eu vou fazer no Natal?". A opção mais plausível (e nada atraente) é a de ficar em casa, aguentando seu pai falando do governo que não vai pra frente, suas tias comentando o quanto você cresceu e sua priminha perguntando como é beijar. Até que, num passe de mágica, vem à mesa um peru, um tender e um chester, tudo o que você precisava pra alegrar sua noite. Obra do bom velhinho...
Quando você quer um celular que tira foto, faz vídeos, toca MP3, pergunta se você tá feliz, lava suas roupas e, além de tudo isso, faz ligações e sua mãe não tem dinheiro, por que você acha que inesperadamente ela recebe parte da herança de uma tia avó que acabou de morrer de cirrose? É mais uma do nosso Super Man Natalino.
Sem falar de quando você já tá pensando seriamente em desistir de tudo e virar puta pra garantir a vida, vem a notícia de que você passou no vestibular da faculdade que queria. Competência? Humm, você realmente acredita nisso?
Além de fazer todos os nossos gostos absurdos e vontades corriqueiras, o Papai Noel ainda nos dá aquele espírito natalino, aquela coisinha que nos faz acreditar mais no mundo e nas pessoas. É ele que nos leva a pensar mais nos outros, nos leva a comprar uma boneca para uma menininha e remédios para um aposentado. É ele que nos faz sorrir ao ver a decoração de Natal da cidade e dar um abraço apertado na avó sem motivo algum. É ele que faz a gente deixar o egoísmo um pouco de lado, e nos faz abrir um pouco mais a mão, dando um panetone ao lixeiro. Pode ser que Natal não passe de mais uma data comercial, que só sirva pra presentes e deixar bem claro que enquanto você ganha um celular, um menino ganha uma bola de plástico, mas eu acho que a questão não é o presente ou o preço dele, e sim o que te levou a comprá-lo. É justamente nessa época que as doações aumentam, e por isso é uma pena que o Natal sejá só uma vez por ano, porque aí sim a gente poderia ir pra frente.
*Feliz Natal!
Amigo secreto virtual (essa é nova né?!)
Bom, participei de um amigo secreto virtual, da comunidade Eu Tenho Um Blog. O presente? Um post pra pessoa sorteada. Esse aí foi o texto que o Vinicius escreveu pra mim. Bem diferente do que costumo posta aqui, gostei bastante.
Sentia-se desanimada. Passava os dias sem motivação alguma para ao menos levantar da cama, e nem conseguia entender o motivo de tanta falta de vontade.
Parecia estar desistindo de viver, nem as festas de final de ano a animavam. Ela queria apenas sumir. Esquecer de tudo, e talvez recomeçar uma nova vida em alguma cidade do interior...
Mas a vida, bem a vida além de ser uma caixinha de surpresas é difícil pacas. Pacas mesmo. Na verdade, a vida nem é difícil, o difícil é viver. Pelo menos era assim que ela pensava... Mesmo sem vontade, fora obrigada pela avó materna a acompanha-la ao shopping center em um domingo ensolarado, para fazer as compras de Natal.
Shopping Center, final de ano, tumulto... Essa é a sequência de palavras que se atraem, mas mesmo assim ela foi. Enfrentando aquela horda de pessoas desesperadas, com carnês de crediario e folhetos de propaganda, todos querendo sempre os melhores presentes, ou as melhores promoções (lembrando que essas duas coisas nem sempre são vendidas em conjunto).
- Esse casaco é meu!!! Eu cheguei primeiro e o vi primeiro!!
- Mas eu peguei primeiro! Larga que ele é meu!!!
- NÃO VOU SOLTAR! É MEEEEEEEEEU!!
Diálogos assim não fazem parte de algum filme de comédia hollywoodiana, nessa época de Natal, é um diálogo ouvido diversas vezes ao dia em qualquer loja que esteja fazendo alguma queima de estoque.
Mas a nossa personagem não prestava atenção nessas coisas, acompanhava sua avó, apenas concordando com tudo que ela falava. Lanchando durante o descanso, ela olhava para comida e se perguntava o que estaria fazendo ali. Pra que tudo aquilo? Aquela vida monótona e em constante repetição. Por que não jogar tudo para o alto, começar uma revolução em sua própria vida?
Foi então que ela decidiu. Levantou-se da cadeira e berrou:
- CHEGA! CANSEI DESSA VIDA! CHEGA DESSA APATIA GERAL! Cansei de ser apenas mais uma na multidão! Hoje eu estou me libertando!
Subiu na mesa e continuou seu discurso inflamado:
- Vocês são pombos, que ficam contentes com essas migalhas que recebem! É hora de mudar! É hora de voarmos como águias! De atravessarmos oceanos e descobrir novos mundos! VAMOS!!! VAMOS NOS LIBERTAR!!!
Todos olhavam aquela cena sem falar nada, observavam com espanto. Atá que sua avó disse:
- Cala a boca, senta e termina de comer. Não é hora para se revoltar com as coisas.
E foi isso que ela fez. Sentou, acabou de comer e continuou fazendo as compras com sua avó. Afinal, Papai Noel não presenteia meninas rebeldes e ela realmente queria ganhar os patins da Hello Kitty.
Blog do Vinicius: Spy Boy
Blog do Yan, que eu tirei> Mente Instável
Carta aberta àquele que interessa
Eu não sou do tipo de menina que vai dizer que te ama todos os dias. Eu não vou mandar mensagens melosas no seu celular e não vou te ligar a cada meia hora só pra saber como você está. Eu não vou fazer um perfil no orkut declarando meu amor por você e nem vou te deixar um depoimento a cada semana dizendo que te amo mais a cada dia e que você mudou minha vida. O meu álbum sempre terá uma foto sua e onze dos meus amigos, e a sua sempre ficará por último. Sabe por quê?
Porque nada disso significa nada pra mim. Não é por eu ser menos demonstrativa que eu te amo menos. Você tem a sua vida e eu tenho a minha, e se a gente consegue relacionar nossas vidas e não esquecer que elas ainda são duas e não uma só, isso sim vai significar muito pra mim (e sei que pra você também).
Os meus modos são diferentes dos convencionais. Eu me divirto quando a gente tem discussões políticas e você sai preocupado. Eu mostro minha preocupação por você perguntando se você já comeu, se já dormiu, se já descansou...Tudo aquilo que sua mãe faz. Eu lembro de você toda vez que eu ouço U2 e morro de inveja por você ter ido ao show e eu não. Eu gosto de ouvir você falando 'não, não' e erguendo sua sobrancelha. Eu morro de raiva quando vejo scraps dela no seu orkut. Eu não acredito quando você discorda de mim o tempo tudo, porque eu tenho certeza que você só faz isso pra me irritar. Eu não gosto quando você começa a falar mal de gatos e dizer que eu sou má com a Dóris. Eu engasguei quando vi seu pai pela primeira vez e ainda acho que sua mãe vai encher o saco de mim qualquer dia desses.
Apesar de tudo isso, você pode ter certeza que ninguém nesse mundo vai conseguir me fazer parar de pensar na sorte que eu tive de te encontrar no meio da rua, há três meses atrás.
[editado] Esses comentários do blogger me estressaram demais, então joguei tudo pro alto [/editado]
Um contato a mais, um contato a menos
Desde que criaram MSN, Orkut e adjacentes as coisas mudaram (e muito). Conhecer pessoas e se relacionar com elas deixou de ser uma coisa reservada aos mais desinibidos e se tornou bem mais acessível, inclusive àqueles que têm vergonha da própria sombra. Resumindo: hoje todo mundo tem amigos. Será?
Nada substitui a intimidade verdadeira, nada mesmo. De que adianta passar horas conversando com alguém no MSN se quando vocês se encontram fica aquele clima de vácuo absoluto? Essa história de revolução social não cola pra cima de mim não. Eu sinceramente acho que nós estamos meio retrógrados em certos pontos e usamos a tela fria do computador como desculpa para nossas inseguranças.
Segundo o Antônio Prata, nós usamos a internet como forma de suprir nossa carência. É essa carência que nos leva a enviar um e-mail idiota que, depois de repassado a todos seus contatos, você receberá a relação completa de todos que andaram bisbilhotando seu orkut. Na opinião dele, isso nada mais é do que uma vontade absurda de se sentir importante e questionado por alguém. E putz, o cara tá muito certo.
Que jogue a primeira pedra quem nunca ficou com uma pulguinha atrás da orelha ao ver o nome do ex qualquer coisa entre seus visitantes recentes. É incrível como nós nos sentimos bem ao termos nossa privacidade invadida por alguém que significa alguma coisa pra gente (mesmo que seja o mais primórdio sentimento de asco). Não adianta, temos uma necessidade absurda de atenção, e nada muda isso.
Visitas a parte, palavras sempre foram fundamentais em qualquer relacionamento. Afinal de contas, o que nos diferenciaria dos animais se não fosse a mais básica forma de comunicação? E é essa comunicação que anda meio esquecida ultimamente. Tecnologia ajuda sim, mas nada chega aos pés do contato físico, do olhar, da respiração próxima. Toda essa história de comunicadores instantâneos e sites de relacionamento ajudam muito na vida de muita gente, e eu acho que influencia em todos os aspectos, já que deixa a pessoa mais segura de si e pronta pra enfrentar o mundo que existe além das quatro paredes da salinha do computador. A questão é não esquecer que esse mundo existe sim, e ele é muito mais real visto de perto do que pelo Google Earth.
*Espero que esse ritmo acelerado de bytes não nos leve a formas de reprodução virtuais também, pois eu não quero que meus filhos tenham cara de símbolo de MSN, definitivamente.
A melhor banda de todos os tempos da última semana
Dá até pra imaginar. Sábado a tarde, amigos metidos a indie reunidos ouvindo The Libertines tomando coca quando um deles tem a brilhante idéia: vamos montar uma banda. Os outros se entreolham meio confusos e acham que o colega está tendo um surto. Após meia hora mostrando todos os prós de se tornar famoso, o idealista (que se candidata a ser o vocal da banda) convence os outros. É nesse ponto que aparece o primeiro obstáculo: além de algumas notinhas em dó e batidas alienadas numa bateria, ninguém sabe tocar nada. A solução? Correr pra banca mais próxima e, durante as próximas reuniõezinhas, aprender a tocar seguindo as revistinhas de acordes.
Após duas semanas de ensaios medíocres, vem a decisão: vamos gravar uma demo. É escolhida então a música que os fãs (também pode ser lido como mamães, papais, irmãzinhas mais novas e vovós dos integrantes) mais gostam - esta provavelmente fala do drama de quando a namorada do vocalista decidiu terminar o namoro de um mês e meio - e então eles juntam dinheiro, correm pro estúdio do tio do amigo do vizinho do baterista e gravam a ´'famosa' música num CD virgem de um real.
Com a gravação em mãos, o jeito agora é sair tocando em toda festa possível. Aniversários, comícios, festivais, bares, velórios...Tudo é válido pra divulgar a banda (que nesse ponto já teve cinco nomes diferentes mas emplacou no mais tosco). Com isso feito, uma amiga em comum decide gravar um vídeo de uma apresentação ao vivo e mandar pra MTV. Em uma semana, a produção do Banda Antes entra em contato e lá vão eles fazer a primeira aparição em cadeia nacional (detalhe: o pessoal da cidade faz festa, monta um telão na praça e os tios e tias ficam balançando a cabeça ao ouvir aquilo que eles nunca chamariam de música, mas fingem que gostam pra ninguém ficar triste).
Aí começa a palhaçada mor, com direito a contrato com emissora, gravação de clipe, indicação pra Prêmio Revelação no VMB e aparições no Disk. Contratos onde eles fazem propaganda de salgadinho, entrevista pro Fantástico, comunidades no Orkut e profiles de menininhas que se dizem perdidamente apaixonadas viram rotina. Daí vem a história: 'bora fazer turnê! Contratam um ônibus, juntam as tralhas, percorrem seis cidades em um mês e já se acham rock stars dignos de 'Quase Famosos'.
Pronto, temos (mais) uma banda.

Monica, 17 anos bem vividos, acaba de se tornar uma vestibulanda (das mais neuróticas). Tem uma gata gordinha, amigos de longa data e um casamento planejado desde os cinco anos de idade. Mais? Orkut
God Is A DJ - Pink
Heroes - The Wallflowers
American Life _ Madonna
Do You Want To - Franz Ferdinand
Candyman - Christina Aguilera