
Diretas, já!
Foi-se o tempo em que as meninas esperavam por uma iniciativa masculina. Se você é homem e não tem coragem de chegar junto, não se deprima, há esperanças. Aquela velha história de 'isso é coisa de menino, ele é que tem que fazer alguma coisa primeiro' tá mais passada do que Keith Richards, e graças ao bom e velho Alá as pessoas estão começando a perceber (e aceitar) isso.
Exageros a parte, essa semana tive um exemplo mais do que óbvio disso. A grande e inacreditável Tamiris teve a cara e a coragem de pegar o celular de um amigo nosso, ligar pra um amigo dele e dizer na lata 'tô querendo um homem, tá a fim?'. Sim, foi chocante e foi uma brincadeira, mas quantas coisas não começam em brincadeiras? Tudo bem que agora a gente se refere a ela como biscatinha, mas isso não vem ao caso. Meu ponto é que nunca uma menina faria isso há uns bons anos atrás, porque todo mundo ficaria olhando torto. Sei lá, parece que a revolução está acontecendo e nem precisamos queimar sutiãs.
Nada contra as puritanas de plantão, que esperam sentadas seu príncipe encantado. Acontece que, particularmente, eu não acho que essa seja a melhor opção. Indiretas e diretas fazem tudo ficar muito mais interessante...
*Sim, quem é vivo sempre aparece.
Quando eles interferem demais...
Que jogue a primeira pedra quem nunca achou que seu pai ou sua mãe estavam errados em alguma situação. Concordar com eles em tudo é tão improvável quanto a Teoria da Conspiração., a Teoria do Caos ou Geometria. Eles pentelham, se intrometem, dão opiniões absurdas, nos proíbem de fazer coisas simples e nos tratam como oompa loompas. Chega a ser grotesco e insuportável às vezes.
Quem nunca ouviu a célebre frase "um dia você vai entender nosso lado.." ou "quando você for mãe, vai fazer igualzinho...". Tá, concordo que às vezes (também pode ser entendido com 'na maioria das vezes') eles até têm alguma razão, mas eu sinceramente não acho que a superproteção seja o caminho certo. Não deixar uma coisa ou outra, tudo bem, mas chegar ao ponto de não confiar já é um extremo. Há umas duas semanas passou uma reportagem no Fantástico mostrando pais que contrataram detetives particulares para vigiarem seus filhos. Meu, seu você não tem confiança em alguém, não vai ser um detetive que vai conseguir reafirmar isso. A falta de diálogo pode ser o principal problema nesse caso, mas em parte a culpa é dos filhos, já que estes se trancam em si mesmos e acham que vivem num inferninho particular, onde todos te odeiam e blá blá blá. Crise depressiva tem limite.
Aqui em casa, depende da lua. Tem dias em que eu posso tudo e outros em que eu não posso nada. No momento, a implicância está voltada aos momentos de independência paterna, onde meu querido e adorado pai não quer que sua filhinha cresça. Coisa de pai mesmo...Mas ele já tá acostumando com a idéia de que eu não brinco mais de Barbie (mesmo que às vezes bata aqueeeela saudade da minha Barbie Malibu...).
A primeira vez a gente nunca esquece
Desde criança a mídia (a gente se vê por aqui o caramba!) coloca na sua cabeça a idéia de como será sua primeira vez. Propagandas seguidas de propagandas mostram "tudo" o que você precisa saber pra não ter dúvidas na hora H. O mesmo conceito é difundido em novelas, filmes e seriados e por estarmos exaustos de ver a mesma ladainha dias após dia, a gente acaba acreditando que nada mais é novidade e que já estamos prontos. Durante um certo período, ninguém te força a nada, você vai se quiser e todos ficam felizes. O foda é quando chega a época em que isso é visto (erroneamente) como uma obrigação, um dever de todos e se você não o fizer tem que sair por aí dando justificativa pra deus e o mundo. É incrível como o assunto é discutido, a gente chega a ter palestras na escola, conversas com os pais e amigos, tudo pra tentar chegar a uma decisão que seja melhor pra você e, de uma forma indireta, melhor pra todos.
Até que finalmente chega a hora. Você sabe exatamente o que fazer, e espera não errar em nada. Querendo ou não, bate aquele nervosismo, e você fica se perguntando 'será que eu tô fazendo a coisa certa?'. Você sabe que vai acabar se acostumando, mas primeira vez é primeira vez, e, teoricamente, você vai lembar disso por um bom tempo.
Há cerca de meia hora atrás eu votei pela primeira vez na vida. Saí de lá como se tivesse feito a coisa certa, e espero que não tenha me enganado. Mas uma coisa é fato: duvido que daqui uns 20 anos eu consiga lembrar meus cinco primeiros votos...

Monica, 17 anos bem vividos, acaba de se tornar uma vestibulanda (das mais neuróticas). Tem uma gata gordinha, amigos de longa data e um casamento planejado desde os cinco anos de idade. Mais? Orkut
God Is A DJ - Pink
Heroes - The Wallflowers
American Life _ Madonna
Do You Want To - Franz Ferdinand
Candyman - Christina Aguilera