.Monica.
.16 anos.
.Aspirante a jornalista.
.Eclética.
.Confusa.
.Egocêntrica.
.Palhaçona.
.Perdida.
.Safada.
.Psicologicamente instável.
.Condena o falso moralismo.
Preferências
.Noite.
.Morenos.
.Chocolate preto.
.Christina Aguilera.
.Friends.
.Marcelo D2.
.Queen.
.Revista Veja.
.Orkut.
.Nando e Pezão.
.O Doce Veneno do Escorpião.
.Verão.
.Batida com amarula.
Glossário
Mr. Not That Big: Babaca que me usou ano passado. A relação foi mega casual, mas eu curtia ele pra caramba, e ele me trocou por uma imbecil no final do ano. Eles estão juntos até hoje e ele não fala mais comigo.
Gogó: Situação indefinida por enquanto. Mas tá tendo um interesse mútuo.
Leitura básica
Julio Fantasma
O Diário de Bruna Surfistinha
Cadê Meus Óculos?
Neurose de Mim Mesmo
Lidi Fernandes
Arquivos
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Meninas Malvadas, Mulheres Perfeitas
Nunca acreditei na história do sexo frágil. Acho que tanto homens quanto mulheres têm seus pontos fracos e fortes. Mas, como nossa sociedade é increvelmente machista, acho que o sexo feminino tem que se agarrar a certas oportunidades pra se dar bem. O único problema é que, nós mulheres, acreditamos que pra se dar bem precisamos minimizar umas as outras.
Que jogue a primeira pedra a mulher que nunca disse que fulana é uma biscate, siclana tem um cabelo horrível ou que beltrana é uma tonta que fica chorando por quem não merece. Fala sério, nós somos terríveis. Eu sei que às vezes a gente tem comentários construtivos, mas na maioria das vezes acabamos com a moral umas das outras sem motivo algum, só pra nos sentirmos superiores, quando na verdade estamos sendo ridicularmente patéticas.
Eu não vou mentir aqui e dizer que nunca fiz comentários maldosos, pois já os fiz e ainda os faço, mais por força de hábito. Não tenho a mínima ilusão também de que, um dia, essa palhaçada acabará, pois enquanto nós vivermos em uma sociedade onde o ter é mais importante do que o ser nós, meninas, continuaremos sendo malvadas, enquanto nosso inconsciente acredita piamente que só assim seremos mulheres perfeitas.
.Se meta.
2:12 PM
Essa semana eu achei uma crônica escrita pela Fernanda Young que me chamou a atenção, e decidi colocá-la aqui. Espero que vocês gostem.
Pequena Confissão Diante da Imensa TV - Fernanda Young
Descobri que odeio uma pessoa. Achava que não, mas odeio. Sempre procurei evitar o ódio, pois senti-lo não é de utilidade alguma. Mesmo a inveja, considerada a mais merda das emoções, é mais útil do que ele.
Se você tem inveja de alguém, pelo menos se sente motivado a ser de alguma forma melhor do que esse alguém, melhorando. Se você tem ódio de alguém, não. Você apenas piora, tornando-se uma pessoa odienta, corroída progressivamente pelo rancor.
E se odiar faz mal internamente, externamente também não serve para nada. Ninguém nunca fez coisa alguma que preste por sentir ódio. Odiar só leva o ser humano a fazer o que há de pior no mundo: guerras, atentados terroristas, torturas, preconceitos, injustiças.
Sentir tristeza, por exemplo, é péssimo. Mas, quando você fica triste, fica também mais sensível, e isso pode levar você a fazer coisas ótimas, como a arte e a caridade.
Sentir indignação, da mesma forma, é horrível. Porém, indignados, os seres humanos realizaram as suas grandes revoluções. Odiando, ao contrário, nós ficamos paralisados. Já que detestar requer imobilidade.
Resumindo: não cultivo em meu coração por diversos motivos, mas principalmente porque não sou burra. A vida é muito curta para se ficar parado no mesmo lugar.
Foi com grande desapontamento, então, que me descobri odiando uma pessoa, conforme confessei no início deste texto.
O cara, provavelmente um japonês que trabalhava numa fábrica de videocassetes, na época em que eles foram inventados, que deu a idéia - a maldita idéia - daqueles zerinhos ficarem piscando no display enquanto você não colocar a hora no aparelho.
Ora, eu nunca coloquei a hora no videocassete. Nunca colocarei. Não necessito, nem quero. Então não me venham obrigar a colocar. Sim, obrigar, porque ninguém agüenta aqueles zeros piscando na frente.
Saiba, senhor brilhante japonês, que a sua idéia me irrita diariamente, há anos, obrigando-me a tampar o display com coisas para não ver a sua ideiazinha acendendo e apagando, acendendo e apagando.
Ah, como o odeio, senhor brilhante japonês. E como odeio odiá-lo.
.Se meta.
5:22 PM
Meu Vizinho Mafioso
Nunca tive problemas com vizinhos, e olha que tenho uma vida meio nômade, já morei em cinco casas diferentes. Tô morando no mesmo lugar há pouco mais de um ano, e, pela primeira vez, falo com toda a convicção: tenho um vizinho mafioso. Em que sentido? Eu e meu irmão andamos observando e chegamos a conclusão que ele deve ser traficante, não tem outra explicação. Ou então ele vende muambas contrabandeadas ou algo do gênero. É um entra-e-sai sem parar na casa dele o dia todo, um indivíduo mais suspeito que o outro e, o pior, todos entram de mãos vazias e saem com sacolas pretas. Sem contar que quando as pessoas saem da casa, sempre tem um "de vigilante" no portão, olhando pra rua. Muito, muito suspeito.
Na casa ao lado do ponto de tráfico mora uma senhora que parece uma bruxa. Sem brincadeira, ela tem um cabelão branco estilo black power ( seria white power?? Vai saber né..) que assusta. O pior é que a casa é na esquina, então não tem como não dar um pulinho quando você vira a rua e dá de cara com ela regando as plantas no jardim. Sinistro.
Por sua vez, na frente/diagonal da minha casa mora um baterista. Ou melhor, aprendiz de baterista. Já imaginou né?! É, barulho 25 horas por dia. Eu nem me incomodo muito com o barulho da bateria em si, porque eu admito que acho os bateristas um tesão (0.o), mas o que realmente irrita é que parece que ele quer competir comigo no quesito barulho. Tenho mania de colocar meu som na sacada, pôr meus lindos cdzinhos do Queen num volume respeitável e ouvir. E, por incrível que pareça, ele sempre começa a tocar depois que eu começo a ouvir música. Segundo minha mãe, isso é "atração embutida". Será???? Não, sou fiel ao meu Gogózito.
.Se meta.
7:20 PM
Morte aos Folgados
Tem certas coisas que eu não consigo tolerar nesse mundo. Uma delas é gente folgada. Certo dia lá estava eu e minha amiga no intervalo conversando, eu observando o Gogó de longe quando de repente, não mais que de repente, um ser maldito vem com tudo caindo em cima de mim. Conclusão: vão os dois feito manga madura pro chão. Obviamente, eu super assustada com o acontecimento ainda, olho ao redor, ouço as risadas dos imbecis sem o que fazer, enquanto me levanto com a ajuda da minha amiga. O cara que caiu em cima de mim? Nem desculpas teve a capacidade de pedir.
Mais tarde, no mesmo dia, fui à biblioteca da escola pra renovar um livro que eu tenho que ler para a prova de terça-feira. Quando a bibliotecária vê o livro, começa uma avalanche de baboseiras pra cima de mim, falando que tem quatro classes que vão fazer prova desse livro, que ele pode ser lido em uma semana e, enquanto eu renovo ele, tem gente que está esperando pra ler. Ela foi falando, falando, me chamando indiretamente de irresponsável, até que eu não aguentei mais e soltei "É, mas das quatro classes que tem que ler esse livro, só 10% dos alunos leêm. A resposta: "É porque minha querida tem gente que fica empacando com o livro." Quer me irritar? Me chama de minha querida. Não existe coisa mais falsa nesse mundo. Nessa hora dei uma olhada nela pra ver se ela se tocava que naquele caso ela não passava de uma subordinada e que se naquela biblioteca existem dez mil livros, se ela leu dez foi muito. Ela não tem nada a ver com o tempo que eu levo pra ler um livro chato daqueles. Saí de lá resmungando horrores, e cheguei em casa tremendo. Odeio me irritar com as pessoas, principalmente as folgadas.
Sinceramente, é por esses e outros motivos que o mundo tá assim.
.Se meta.
5:35 PM
.Boa tarde. Eu nem sei o porquê, mas me veio um súbito desejo de começar um blog, e como não sou de desrespeitar meus impulsos, cá estou.
Como é a primeira vez que escrevo aqui, vou deixá-los a par do que anda acontecendo.
Estou no 2º colegial, e como todo aluno do Ensino Médio a pressão do maldito vestibular resolveu pairar em cima de mim. Não passo um dia sem pensar que ano que vem é o último ano de escola, de amigos há mais de dez anos e professores amigáveis. Mas como nem tudo é trevas, ainda não tenho responsabilidades muito sérias, e posso me preocupar com coisas fúteis às vezes. A última novidade é o fato de estar gostando de alguém. De verdade. Depois da decepção do ano passado com o Mr. Not That Big (vide glossário.), pensei que iria passar um tempinho sem me envolver com ninguém, mas parece que estava enganada. O Gogó é demais, todo quietinho, tímido e lindo. Tô indo com calma, não quero me foder como no ano passado, mas tô sentindo vibrações boas dessa vez. Quem sabe né?!
Essa semana foi tranquila. Muitooooooooooooo frio, e como a semana foi sem provas, deu pra descansar bastante. Essa vai ser um pouco mais agitada, já que tenho que estudar pra quarta-feia e os ensaios pra nossa apresentação na praça já vão começar.
Bom..espero que você volte aqui mais vezes. Amigos virtuais também contam como amigos não é mesmo?!
.Se meta.
4:04 PM