
Dois em um
Como ando muito relapsa com o Tudo de Blog, aí vão duas pautas duma vez só :D
Aceito! Aceito! Aceito!
Me chamem de antiquada, romântica fundamentalista ou idiota. Mas a verdade é uma só: eu nasci pra casar. Sabe aquelas pessoas que se não usarem um vestido branco, véu e grinalda uma vez na vida vão morrer frustradas? Prazer, meu nome é Mônica e eu sou assim. O desejo é tão, mas tããão grande, que quando tinha uns 12 anos cheguei a anotar num caderno todos os detalhes do grande dia, incluindo formato das toalhas, enfeites de mesa e setlist do DJ.
Como aqui meu pai trabalha em cartório, casamentos sempre foram presentes em nossos finais-de-semana. Já perdi a conta de quantas vezes chorei em cerimônia de noiva que eu nem conhecia! Mas a verdade é que todo o clima que envolve um enlace me fascina, desde as mínimas coisas (como os enfeites de mesa!). E mesmo com tanta falação sobre a hipocrisia existente nisso, eu acho que tudo vale a pena se, naquele momento, aquelas duas pessoas realmente desejam estar ali. Pode ser que daqui um mês eles se separem, mas se durante uma noite a crença do amor infinito existiu, pelo menos teve alguma verdade.
E enquanto a minha vez não chega, eu continuo a chorar pelos outros, contemplar vestidos alheios e preferir lírios a rosas.
Cotas para não-orientais, por favor
É fácil dizer que é contra ou favor de cotas para negros em universidades. Bons argumentos existem dos dois lados, e a coerência em ambos é indiscutível. Do mesmo jeito que se deve consertar erros do passado dando maiores oportunidades nos dias de hoje, é preciso ter a noção de que não é abrindo as portas das universidades para aqueles que talvez não sejam os mais qualificados que se resolve um problema tão grande.
Acho que preconceitos infelizmente sempre existirão. Sejam eles raciais ou sociais, pessoas ignorantes que se acham superiores são um mal sem raiz pra se cortar. Mas, para atenuar tal problema, acredito que o sistema de cotas deixa ainda mais visíveis as descrepâncias entre negros e brancos na sociedade, pois caracteriza o negro como incapaz de alcançar uma vaga por mérito próprio, seja ele rico ou pobre. As falhas na educação são enormes, e não serão resolvidas com meia-dúzia de vagas para os menos favorecidos em faculdades federais. A questão em pauta deve ser resolvida na base, desde o berçário, se possível. Só assim é que chegaremos em um ponto de concorrência justa e honesta, sem levar em conta cor da pele, classe social ou etnia. Afinal de contas, se o sistema de cotas fosse a solução, descendentes de não-orientais já deveriam ter seu lugarzinho garantido, pois concorrer com japonês é extremamente desleal.
10 coisas que eu odeio no mundo (nesse exato momento)
1- Caso Isabella
Na boa? Já devem ter morrido 48988534157896566 crianças nesse último mês e ainda continuam a falar da mesma. Tá, foi uma morte trágica, a comoção é mais pelo fato de provavelmente ter sido o pai que matou a menina, mas pelamordedeus, né? Enough is enough.
2- Frio
Odeio frio. Odeio frio. Odeio frio. Odeio frio. Odeio frio. E tenho dito.
3- Aluno metido a professor
Filho, se toca: você tá no cursinho. Isso significa que você não passou no vestibular, portanto você não sabe mais sobre Matemática do que o professor.
4- Motor de carro
Tá legal, você tem carro. Não é por isso que você tem que sair por aí roncando motor às 3 da manhã em pleno dia de semana. Pessoas normalmente querem dormir nesse horário.
5- Pão durismo
Se você quer ir num churrasco, qual o sentido de querer pagar mais barato porque não come carne? É um churrasco meu bem, não uma convenção de verdureiros.
6- Falar mal do Corinthians
Quer falar do Corinthians perto de mim? Fale bem, senão vá à merda.
7- Namorado furão
Muito obrigada por dizer que vinha nesse final de semana e não vem mais. Muito bonito da sua parte, meu amor.
8- O nomadismo das minhas coisas
É incrível como nada fica no lugar que eu deixei. De duas, uma: ou tudo que eu tenho é mágico e tem pernas ou minha mãe sofre de uma mania de organização que beira a loucura.
9- Teorias da conspiração
Você acredita que John Lennon foi morto pelo governo americano, que Tiradentes foi deportado para a África e tem descendentes por lá, que a maconha só é proibida por causa do náilon e eu que sou alienada?
10- Falta de tempo e assunto
Deu pra perceber que eu não dou mais as caras por aqui, né? Acho que nem preciso falar que, de um ano para o outro, meus dias passaram a ter 15 horas ao invés de 24, e minha cabeça anda tão cheia que a única coisa que eu consigo pensar para escrever são minhas reclamações. Sinto muito, mas a culpa é do cursinho.
Girl power!
Já queimamos sutiãs, fizemos passeatas e votamos em mulheres. Saímos da cozinha e fomos para a presidência, sempre com um batom na boca, salto alto e uma roupa da moda. Depois de tantos atos e pontos cruciais, ainda me perguntam se a mulher vai dominar o mundo?
Dentre inúmeras respostas possíveis eu mesclo as duas mais comuns: dominação parcial. Nós ainda temos muito pela frente, alcançaremos cargos e mais cargos e seremos mais respeitadas (principalmente no dia-a-dia), mas a vontade de receber flores vai sempre existir. Um dia vamos sorrir feito bobas quando, à caminho de uma reunião decisiva para o futuro da empresa que comandaremos, o motorista abrir a porta para entrarmos. Nosso ego será inflado no momento em que um homem, depois de esperar meia hora enquanto nos arrumamos, dizer que estamos magníficas. Nosso cabelo sempre estará intocável, nossas unhas em dia e nosso decote será o centro das atenções, não importa se estivermos em casa, no trabalho, ou numa convenção pela paz mundial.
Fale o que quiser, me chame de pseudofeminista. Mas tenha certeza que um dia chegaremos lá, porém ainda teremos prioridade em botes salva-vidas.
Evolução?
Em seus estudos, Rousseau lança o "mito do bom selvagem", onde diz que "o homem nasce livre, mas a sociedade o corrompe." Na prática, o homem nasceria totalmente flexível e seria moldado de acordo com o ambiente ao seu redor. O sentido dessa teoria pode até ser visto em muitos casos, mas seria ele aplicado nas barbáries que andam presentes no nosso dia-a-dia?
O que leva uma pessoa a matar outra? Cada caso traz uma explicação (sempre incoerente), mas todas param em um lugar-comum: o mal. As brigas, as decepções, a inveja e tantos outros sentimentos que podem acarretar um assassinato giram em torno de uma sensação maior, que faz com que toda a racionalidade humana evapore. Mas alguém nos ensinou a maldade? Como explicar a aparição de um consenso que nunca nos foi explicado? É aí que eu chego em Rousseau e questiono toda essa nossa natureza boa e inata. Eu, particularmente, acredito no inverso. Todos nós nascemos com uma lista de aspectos bem delineados, mas alguns deles só aparecem em certas situações. A maldade seria um exemplo disso, já que só demonstramos o ódio em momentos bem restritos.
Cada pessoa tem seu estopim, e muitas de nós nunca atingirão o seu. Mas creio que todos somos capazes de cometer atrocidades, só dependemos do nosso próprio limite. É lógico que devido à diferenciação do ser humano, alguns possuem "pavio curto" e explodem com coisas banais, e é isso que deve ser combatido. E a nossa evolução, meus caros, é barrada exatamente nesse ponto: na nossa imutável essência.
PS: Fui convidada pra escrever em um blog de estudantes de Jornalismo da Cásper Líbero, faculdade em que meu namorado estuda. O blog tá no começo, mas fiquei super feliz quando me chamaram. Pra quem quiser dar uma olhada: http://boladafoca.blogspot.com
Come on, vogue
Salto alto colorido, maxibolsas, microvestidos e calças de cintura alta. Se você não tem pelo menos uma dessas peças no seu guarda-roupa, sinto muito, mas você não é ninguém na noite. Porque vamos combinar né, você tá muito por fora das tendências, ma cherie. É só abrir o catálogo outono/inverno da sua marca favorita e pronto, você já sabe o que usar durante alguns meses. A cada estação surgem novas manias e novas chaves, verdadeiros projetos de exclusão social para os mais alienados
Eu admito que gosto bastante de moda, mas não me prendo muito. O legal de tudo é poder mesclar o fashion com o vintage, a grife com o brechó. Nada faz alguém mais original e trendy do que ter estilo próprio, criando as próprias regras. Afinal de contas, num mundo de Prada, Dolce & Gabbana e Louis Vitton, pode ter certeza que aquela bolsa com estampa florida que sua avó fez pra você vai parecer um poço de exclusividade.
PS: P-R-O-M-E-T-O que atualizo esse blog de uma forma mais decente!

Monica, 18 anos bem vividos, vestibulanda (das mais neuróticas), Corinthiana Apostólica Romana. Tem uma gata gordinha, amigos de longa data e um casamento planejado desde os cinco anos de idade. Mais? Orkut
